Sétima edição da Egbé Mostra de Cinema terá como tema Cinema Negro e Educação – Imprensa 24h

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Exibição de filmes terá início a partir do dia 09, seguindo até dia 17 de abril no Portal Egbé

A Egbé Mostra de Cinema Negro inicia sua sétima edição tendo como tema “Cinema Negro e Educação” promovendo oficinas com o objetivo de estimular um espaço de formação preta audiovisual, considerando modos plurais de pensar e fazer cinema. A abertura oficial acontece no sábado, 09, com a Mesa Diálogo, Cinema Negro e Educação, às 15h, e em seguida, com a Mesa de homenagem a Zózimo Bulbul, às 19h. Os eventos ocorrerão online e serão transmitidos no canal do Youtube da Egbé.

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Dentro dessa perspectiva, a realizadora audiovisual Fernanda Almeida ministrará, entre os dias 6 e 13 de abril, a oficina Produção de Filme Mobile voltada, particularmente, para jovens negros das escolas da rede municipal de Socorro. Já o roteirista e professor de Filosofia José Figuereido Neto estará à frente do curso Tela Preta: Cinema e Educação Antirracista, direcionado para professores da rede pública e privada.

 

Para Luciana Oliveira, diretora geral da Egbé, o cinema e a educação são pautas inseparáveis da mostra desde sua primeira edição. “Acreditamos que o cinema é uma potente ferramenta para provocar reflexões e construir um olhar crítico. Apesar de existirem leis como a 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas, sabemos que na prática elas não são aplicadas como deveriam ser, são poucas as escolas que, de fato, se preocupam com a sua aplicação e, geralmente, são professores negros se esforçando para ela seja aplicada.”, explica Luciana Oliveira.

 

A diretora aponta, ainda, a lei 13.006/2014 que torna obrigatória a exibição de duas horas de filmes nacionais aliada ao componente curricular escolar. “Essas oficinas surgem da vontade de ver o Cinema Negro sendo uma ferramenta de conhecimento dos professores da rede básica, para que possam aliar essas produções às suas aulas. Com a oficina de Produção de Filme Mobile queremos oferecer uma oportunidade para que esses jovens possam construir suas próprias imagens e, também, desenvolver um olhar crítico sobre a imagem que vem sendo construída do povo negro no audiovisual no Brasil”, finaliza Luciana Oliveira.

 

Desenvolvendo narrativas

Fernanda Almeida, em sua oficina, pretende despertar um olhar crítico nos alunos apontando as formas de arte cotidiana que, muitas vezes, passam despercebidas. “Quero que eles percebam o quanto que eles vivenciam é arte, é cinema. Quando você começa a tocar nesses pontos, a fazer com que eles se tornem perceptivos fica mais fácil para que eles se tornem protagonistas de suas vidas, filmem seu cotidiano e tornem isso habitual”, destaca a realizadora audiovisual.

 

Tendo ministrado oficina semelhante em 2021, também dentro da programação da Egbé, Fernanda Almeida pretende abordar, ainda, o lado ético do fazer cinematográfico. “Como existe essa facilidade de estar com um celular na mão, gravar o que não é seu como uma briga, por exemplo, fere o direito do outro. Além de conversar sobre cinema, vamos discutir direito de imagem, direito do outro, para que eles percebam que estão fazendo cinema crítico, político, social, como ferramenta de posicionamento, mas sem ferir o outro”, enfatiza.

 

Nesta edição, o curso contará com uma aula presencial no Instituto Federal de Sergipe em Socorro, onde aspectos como edição serão abordados com mais atenção. Ao longo da oficina, os participantes vão gravar seus próprios documentários que farão parte de uma mostra competitiva com premiação para o primeiro colocado.

 

Cinema Negro e Educação

Os educadores inscritos no curso Tela Preta: Cinema e Educação Antirracista podem esperar uma experiência rica em negritude, cinema e amor pela educação. É o que afirma o professor Figueiredo Neto. “É importante o fato de levar para o ‘chão da escola’ temáticas e propostas pedagógicas que unam cinema negro e educação, além de estimular uma cultura cinematográfica na escola e nos educadores”, complementa o professor.

Figueiredo também se diz contente em saber que, neste ano, não só os estudantes do ensino básico recebem atenção do espaço formativo da Egbé. “Fiquei muito feliz em saber que esse ano a Egbé alcançaria os educadores, pois pode ajudar nessa função social de pautar temáticas antirracistas nas escolas.” Entre os temas discutidos no curso que será ministrado de maneira online estão: Cinema negro como ferramenta pedagógica e transformadora de paradigmas sociais;  Como educar num mundo de telas?; Cineclubismo e negritude, além de Produção audiovisual antirracista na escola.

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