Márcia de Oliveira Guimarães: Primeira mulher a dirigir o hospital de Cirurgia. – Imprensa 24h

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Márcia de Oliveira Guimarães nasceu no dia 14 de setembro de 1968, na cidade de Aquidabã-SE. Filha de Francisco Assis de Oliveira, conhecido como Chico Cirilo, e Maria José Matos, conhecida como Dona Zezé. Do casal nasceram sete filhos, sendo Márcia a penúltima filha. Viveu toda a infância e adolescência na cidade de Aquidabã. Estudou na Escola Estadual Milton Azevedo, Colégio Estadual Nações Unidas e Colégio Estadual Francisco Figueiredo.

Casou-se muito jovem, com Washington Guimarães e tem apenas 1 filho, Tiago de Oliveira Guimarães. Em 1994 formou-se no curso de enfermagem pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Fez especialização em Recursos Humanos, Urgência e Emergência e Saúde Pública. Sua formação e qualificação propiciou atuar em vários seguimentos e instituições como UNIMED, DAY Hospital Diagnose, Secretaria Municipal de Saúde de Aquidabã, onde coordenou a Atenção Básica.

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Atuou nas primeiras equipes do SAMU de Aracaju e ajudou a implantar unidades em outros estados. Desempenhou atividades na coordenação de Logística do SAMU Estadual de Sergipe. Também, trabalhou no Pronto Socorro e Centro Cirúrgico do Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE), participou como Diretora Operacional da Fundação Hospitalar de Saúde e Gestão de Sistemas da Secretaria de Estado da Saúde. Atuou, também, como assessora da secretária de saúde do município Maria Aparecida Teixeira, onde ajudou a implantar o Programa de Saúde da Família, não só em Aquidabã, mas também, nos povoados circunvizinhos durante a gestão do prefeito Eurico de Souza Filho.

Em 1996, a enfermeira Márcia já atuava no Hospital de Cirurgia. Começou pelo Centro cirúrgico, passou pela Coordenação de Enfermagem, onde gerenciou vários setores dessa instituição, como Nutrição, Lavanderia e Higiene e Limpeza, permanecendo até 2001. No ano de 2003 retornou trabalhando na Clínica Cirúrgica Geral, mas foi no ano de 2018 que teve o maior ápice da sua carreira, quando foi indicada pelo governador Belivaldo Chagas para ser co-gestora do Hospital de Cirurgia, acreditando na sua capacidade de atuação e conhecimento deste hospital. Ao assumir esse compromisso, Márcia se deparou com uma situação crítica, que expressa na seguinte frase: “Sem dinheiro e com essa missão grande a cumprir, só havia uma ação a ser feita: Negociação”. Somente o retorno das atividades poderia promover o sucesso da nossa missão, pois o contrato do hospital com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) é de produção: precisávamos realizar atendimentos, receber pelo trabalho e fazer a engrenagem funcionar”.

Diante da situação grave em que o hospital se encontrava, com serviços de alta complexidade comprometidos, médicos e funcionários com seus salários atrasados há meses, equipamentos quebrados, insumos básicos e órteses e próteses sem fornecimento, cirurgias cardíacas paralisadas há mais de 60 dias, tratamento de quimioterapias há mais de seis meses sem funcionar, pacientes sendo transferidos para a oncologia do HUSE, o equipamento Acelerador Linear quebrado, Neurocirurgia sem microscópio para realizar os procedimentos de cirurgias intracranianas, diminuição considerável das cirurgias urológicas, vasculares e hemodinâmicas e falta de roupas para o internamento dos pacientes, decidiu que o melhor seria negociar e buscar parcerias.

Com o apoio da Secretaria Estadual de Saúde e o Ministério da Saúde, a enfermeira Márcia Guimarães conseguiu parceria e apadrinhamento com o Hospital Oswaldo Cruz, além de contar com a colaboração de pessoas físicas e jurídicas, como a Universidade Tiradentes (UNIT), Tribunal de Justiça de Sergipe e deputados e senadores sergipanos, melhorando significativamente a situação do Hospital de Cirurgia, no que diz respeito a estrutura física, aquisição de novos equipamentos, regularização dos salários dos colaboradores, aumento do número de cirurgias e de leitos disponíveis para internamento. Atualmente o hospital de Cirurgia, segundo a enfermeira Márcia Guimarães, ainda possui dívidas acumuladas, porém pode-se notar a ascensão deste que é um dos mais importantes hospitais do estado de Sergipe, que sempre se destacou no atendimento à população sergipana, que teve a primeira escola técnica de enfermagem, a primeira faculdade de Medicina em 1961, primeiro raio-x, hemodinâmica, radioterapia, tomografia e o primeiro transplante cardíaco das regiões Norte e Nordeste.

Quanto à memória do fundador do Hospital de Cirurgia Doutor Augusto Leite, Márcia destaca que a história desta instituição e a memória de seu fundador foram pilares que não deixaram o Cirurgia sucumbir, após tamanha degradação. Foram a base de sua criação e toda a sua trajetória de marcos históricos que nos fizeram acreditar que era possível reergue-lo.

Diante do exposto, podemos afirmar que Márcia Guimarães, primeira mulher a assumir a direção do Hospital de Cirurgia, tem demonstrado uma notável e brilhante gestão, reerguendo das “cinzas” este grande hospital que estava prestes a fechar. Portanto seu legado fica registrado nesta biografia como exemplo para a atual e futuras gerações.

Escritora e Historiadora Josevânia Sobrinho Santos. Natural Japaratuba-SE. Formada em Desenho de Construção Civil pelo Instituto Federal de Sergipe, Auxiliar e Técnica de Enfermagem pelo Centro de Estudos, São Lucas, licenciada em História, pela Universidade Tiradentes, Pós graduanda em Psicanalise pela FAVENE, Presbiteriana. Atualmente funcionaria em Hospital de Cirurgia onde o trabalho vendo vidas chegando vencendo adversidades e seguindo em frente e outras vidas chegam e se encerram ali mesmo, fato que a levou a reflexão na qual criou está coluna e seus escritos biográficos. Seja bem vindo a leitura do Biografia de cada dia.

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